sarinha

sarinha

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Amparo de Jesus


Quando a certeza do amparo amigo e gracioso de Jesus se torna uma constante em nosso coração mais frágil que perverso,

A gente cai, mas não fica prostrado...
A gente erra, mas vence o orgulho e perde perdão...
A gente quando fica de pé, não se torna arrogante...
A gente perdoa, inicia o processo, mesmo quando ainda dói...
A gente sorri, mesmo quando tudo parece incerto...
A gente se sente fraco, mas não desamparado...
A gente chora, mas não se desespera...
A gente se entristece, mas não se angustia...
A gente experimenta contradições pessoais, mas não desiste de si...
A gente não sabe o motivo de tudo que nos acontece, mas dorme tranqüilo...

É ele quem nos ampara continuamente, sua graça é o bálsamo que alivia-nos a carga da vida e nos anima a continuar.


Luciana Rodrigues ( Autora do texto)
Beijo da tia Sara

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Há uma criança que mora em mim...


Há uma criança que mora em mim.
Uma criança que me lembra muitas coisas.
Lembra-me do que já fui.
Lembra-me do que realmente sou.
É uma criança como todas as crianças.
E por assim ser criança eu às vezes me irrito com suas travessuras.
Por outras horas sorrio com suas maluquices.
Há também horas que quero que a criança logo cresça.
Tem horas que penso que ela cresceu
Mas vira e revira e logo com ela me reencontro.
Pode ser em momentos simples.
Pode ser em momentos drásticos.
Quando eu menos espero a criança que aqui mora desponta.
E faceiramente me aponta algumas coisas.
Um caminho.
Um sentimento.
Um entendimento.
Tudo de forma simples.
A minha criança é simples e me simplifica.
A minha criança é pacífica e me pacifica.
A minha criança confia, perdoa, tão logo esquece...
Ele nos disse para sermos como elas: as crianças*
Sim, com elas aprendo e reaprendo.
Com a minha criança me reinvento.
Me busco e me acho na criança que em mim habita.
Alegre.
Levada.
Serelepe.
Só uma criança.
Só uma menina.
Querida criança que aqui habita
Por mais que às vezes eu te esqueça
Quero hoje te dizer: fique por aqui
Fique à vontade em mim.
Me aponte com tua simplicidade os caminhos que devo seguir.


Cuidando e criando da criança em mim,

Roberta Lima.( Autora do texto)
Tia Sara Ama esse blog Meninas do Reino e posta sempre que pode mensagens dele.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Revoltado ou criativo




Essa semana acabei de ler um livro muito bom recomendo para todos: Prova um momento privilegiado de estudo, não um acerto de contas, de Vasco Pedro Moretto é deste livro que retirei esta perola para vocês queridos sobrinhos.Espero encontrar muitos destes no meu caminho de Professora.
Há algum tempo, recebi um convite de um colega para servir de árbitro na revisão de uma prova. Tratava-se de avaliar uma questão de física que recebera nota zero. O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que houvesse uma “conspiração do sistema” contra ele. Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e fui o escolhido. Chegando à sala de meu colega, li a questão da prova: “Mostre como se pode determinar a altura de um edifício bem alto com o auxílio de um barômetro”.
            A resposta do estudante foi a seguinte: “Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda nele; baixe o barômetro até a calçada e em seguida o levante, medindo o comprimento da corda; este comprimento será a altura do edifício”.
            Sem dúvida era uma resposta interessante e de alguma forma correta, pois satisfazia o enunciado. Por instantes vacilei quanto ao veredicto. Recompondo-me rapidamente, disse ao estudante que ele tinha forte razão para ter nota máxima, já que havia respondido à questão completa e corretamente. Entretanto, se ele tirasse nota máxima, estaria caracterizando uma aprovação em um curso de física, mas a resposta não confirmava isso. Sugeri, então, que fizesse outra tentativa para responder à questão.
            Não me surpreendi quando meu colega concordou, e sim quando o estudante resolveu encarar aquilo que imaginei seria um bom desafio. Segundo o acordo, ele teria seis minutos para responder à questão, isso após ter sido prevenido de que sua resposta deveria mostrar, necessariamente, algum conhecimento em física
            Passados cinco minutos, ele não havia escrito nada, apenas olhava pensativamente para o forro da sala. Perguntei-lhe então se desejava desistir, pois eu teria um compromisso logo em seguida e não tinha tempo a perder. Mais surpreso ainda fiquei quando o estudante anunciou que não havia desistido. Na realidade, tinha muitas respostas e estava justamente escolhendo a melhor. Desculpei-me pela interrupção e solicite que continuasse. No momento seguinte, ele escreveu esta resposta: “Vá ao alto do edifício, incline-se numa ponta do telhado e solte o barômetro, medindo o tempo (t) de queda desde a largada até o toque no solo. Depois, empregando a fórmula h=(1/2)gt (ao quadrado), calcule a altura do edifício”.
            Perguntei então a meu colega se ele estava satisfeito com a nova resposta e se concordava com minha disposição de conferir praticamente a nota máxima à prova. Concordou, embora eu sentisse nele uma expressão de descontentamento, talvez inconformismo.
            Ao sair da sala, lembrei que o estudante dissera ter outras respostas para o problema. Embora já sem tempo, não resisti à curiosidade e perguntei-lhe quais eram essas respostas. “Ah! sim”, disse ele, “há muitas maneiras de achar a altura de um edifício com a ajuda de um barômetro.” Perante minha curiosidade e a já perplexidade de meu colega,o estudante desfilou as seguintes explicações:
            “Por exemplo, num belo dia de sol pode-se medir a altura do barômetro e o comprimento de sua sombra projetada no solo, bem como a do edifício. Depois, usando-se uma simples regre de três, determina-se a altura do edifício.”
            “Outro método básico de medida, aliás bastante simples e direto, é subir as escadas do edifício fazendo marcas na parede espaçadas na altura do barômetro. Contando o número de marcas, ter-se-á a altura do edifício em unidades barométricas.”
            “Um método mais complexo seria amarrar o barômetro na ponta de uma corda e balançá-lo como um pêndulo, o que permite a determinação da aceleração da gravidade (g). Repetindo a operação no nível da rua e no topo do edifício, há dois gs, e a altura do edifício pode, a princípio, ser calculada com base nessa diferença.”
            “Finalmente”, concluiu, “se não for cobrada uma solução física para o problema, existem outras respostas. Por exemplo, pode-se ir até o edifício e bater à porta do síndico. Quando ele aparecer. Diz-se: ‘Caro sr. Síndico, trago aqui um ótimo barômetro; se o sr. me dizer a altura deste edifício, eu lhe darei o barômetro de presente.’.”
            A esta altura, perguntei ao estudante se ele não sabia qual era a resposta “esperada” para o problema. Ele admitiu que sabia, mas estava tão farto das tentativas dos professores de controlar seu raciocínio e cobrar respostas prontas com base em informações mecanicamente arroladas que resolveu contestar aquilo que considerava, principalmente, uma farsa.
Waldemar Setzer (Autor do texto)
Beijo da tia Sara




terça-feira, 23 de novembro de 2010

Caçadores da noite.




Na noite, muitos jovens se caçam.
Olhos, eles faltam pular sobre a presa. 
Seus desejos parecem enfim sentir-se livres. Estão na noite. 
Tudo para eles é permitido.

Nada contra quem gosta mais eu tenho que desabafar 
Sabe um peixe fora d'agua? Assim sou eu nela.
Busco respirar para conseguir sobreviver mais alguns minutos ali.
Falta-me paciência. Muita por sinal. 
Conto até mil para não gerar desconforto. 
Minha resposta para perguntas dirigidas a mim
é uma só: Não

Aniversário de amigo ou você vai
ou você vai.
Eu não podia faltar, a se eu pudesse escolher...

Nem era para ser tão doloroso,
Nem consigo acreditar que um dia
já pensei em fazer parte daquele lugar.

Já fiz dessa noite meu lar,
penso hoje que
realmente eu estava morta,
porque viva ali eu não conseguiria ficar
como não consegui...

Será que é a idade? não ainda sou jovem. 
Realmente essa "noite" não é novidade para mim
Não me atrai , mesmo com todas essas "atrações".


Gosto da noite sim. Daquela noite em 
um lugar belo, com meus amigos.
Conversas agradáveis, um violão...
Companias selecionadas, 
ouvidos atentos...

Esse formato enlatado da noite dos caçadores e das caçadoras
É nojento, sujo, podre, superficial, imundo, e me faltam adjetivos...

Sensualidade em exagero, danças coreografadas, tudo de péssimo gosto.
Observando as mulheres nessa noite,
nossa ... o que dizer ?
 São troféus para os caçadores. Que as exibem como tais.

Sei que hoje não me presto a esse papel
Como diz uma música por aí :
"Eu não ficaria bem na sua estante". 
Não quero ser troféu de ninguém.

Cadê o romantismo? o respeito ? onde foi parar ?
Não sei , sinceramente, só sei que eu 
vou parar é bem longe desse lugar...


Essa "noite" fabricada pela juventude 
atual, não me facina, não mesmo ...
É tanto brilho, tanta luz
mas nada ali conseguiu me impedir de ver
as sombras ocultas que dominam
o profundo de cada ser. 



Si Caetano (Blog Meninas do Reino)
Beijo da tia Sara

domingo, 7 de novembro de 2010

Inauguração do Templo da Igreja Missão Batista Nacional


Celebrai com jubilo ao Senhor, todos os habitantes da terra.

Servi ao Senhor com alegria, e apresentai a ele com cânticos.
Sabei que o Senhor é Deus! Foi ele e não nós que nos fez, somos dele; somos o seu povo e ovelha do seu pasto.
Entrai pelas suas portas com ações de graça e em seus átrios com louvor, dai-lhe graça e bendizei o seu nome.
Porque o Senhor é bom e a sua benignidade dura para sempre,e a sua fidelidade de geração em geração.
Com esse belo salmo, foi dado início ao culto ontem, sábado dia 6 de Novembro de 2010 em comemoração a abertura de mais um templo na cidade de Neves Paulista, a noite estava linda o céu e o ar calmo esperava com ansiedade,ansiedade  essa compartilhada por todos principalmente pelos irmãos Marcos e Carol pelo hora em que daríamos inicio ao culto.
A gloria do Senhor se fez presente nos cânticos que foram entoados e no teatro feito  com a participação de  todos os  jovens.Que alegria! ver um sonho realizado ali diante dos nossos olhos!  O nosso pastor Luis  não cabia em se de felicidade!quem não foi certamente perdeu esse grande dia.
A nossa oração é que muitas, mais, muitas mesmo almas, sejam enviadas para aquele lugar,   a fim de serem restauradas, cuidadas, e apascentadas pelo nosso senhor.
Estamos pois todos de parabéns, valeu muito apena esta lá, participar, interceder, esperar, confiar e por que não  disser chorar, pois ontem olhando a alegria de todos pode ver como é bom ficar firme no nosso Deus, como diz sempre o nosso pastor quem confia no Senhor nunca ficará envergonhado.
Beijo da tia Sara












sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Brigadeiro na Colher

 Dia das Crianças

BRIGADEIRO DE COLHER

*Ingredientes*
1 lata de Leite MOÇA® Tradicional
meio tablete de NESTLÉ CLASSIC® Meio Amargo picado (85G)
1 caixinha de Creme de Leite NESTLÉ® – Caixinha


*Modo de Preparo*

Em uma panela, leve ao fogo baixo o Leite MOÇA® com o Chocolate. Cozinhe
mexendo sempre
até obter consistência de brigadeiro mole (que corresponde a cerca de 8
minutos). Retire do
fogo, acrescente o Creme de Leite e misture bem. Distribua em pequenos copos
descartáveis
(30ml de capacidade). Espere esfriar e sirva a seguir.
Bom Apetite!!!!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Cantos e encantos do sertão

Finalmente o ciclo do inverno se fechou e com ele a estiagem de meses também desapareceu. O clima seco de quase deserto da lugar a uma temperatura húmida e agradável.
A primavera trouxe-nos as primeiras chuvas tão aguardadas.
A natureza, agradecida, devolve ás plantas os verdes de todos os tons e os flamboyansts são os primeiros a mostrarem os seus contentamento aquarelando em vermelho, laranja e amarelo os diversos pontos da cidade.
Também os pássaros entram nessa sinfonia de cores e sons. Toda manhã, muito antes do sol nascer, numa palmeira próximo de minha casa, ouço embevecido o cantar melodioso do sábia.Canta para encantar. Encanta a sua amada enquanto contrói o ninho para o acasalamento dando prosseguimento ao ciclo da vida.
Morando na roça, as primeiras chuvas eram por demais esperadas. porque elas determinava o inicio do plantio,Mas para o caboclo, era muito mais que isso. Era sinal de dias fartos.
Nas tardes húmidas e quentes da primavera, bem antes do anoitecer, ouvia-se em todos os galhos e troncos de todas as árvores o canto estridentes da cigarra.Nós meninos encantados pelos sons, corria-mos em direção aos troncos para avistar os enormes insetos.Os caboclo diziam que só o macho cantava O Aurélio confirmou como sempre  o que os caipira com sua sabedoria popular  já diziam com razão.
Quanta magia! Que encanto!poder ouvir o canto das cigarras anunciando o crepúsculo. O que mais nos deixavam encabulados era encontrar aqui e ali, grudados nos troncos das árvores as cascas das cigarras. Os mais velhos diziam que elas cantavam até se partirem ao meio e nos garotos acreditávamos. Anos mais tarde fui descobrir que a exemplo da cobra, elas também trocam de pele.
E dando sequência à  magia de mostrar na roça, quando cessava o cantar das cigarras ao escurecer, surgiam poer entre as árvores centenas de espaçonaves intergalacticas com seus faróis alumiando em todas as direções e nos meninos com olhos infantis, aguardávamos com mãos ansiosas a aproximação das naves para a captura.
Sim, para as crianças da roça os vaga lumes eram criaturinha saídas do mundo dos sonhos  e se materializavam ante o deslumbramento dos meninos e meninas correndo por entre os pomares, em busca do tão almejado troféu. para caça-los, todos em coro entoava-mos uma cantiga que ecoava nas noites escura dos sertão: bagalum tem tem teu pai ta aqui e tua mãe também! De posse de tais criaturinha, que era mostradas como troféu, nos os colocavam em vidros transparentes para alumiar o pequeno quarto onde deitados sobre o cochão de palha, depois de tanto correr atraz  dos bagaluns, dormia-mos esquecidos da vida.
Ao dormir, sonhava-mos que estava-mos montados no torço de um bagalum  descobrindo outras terras, outros paises.......Quem sabe outros planetas? Os grandes faróis dos pirilampos serviam para clarear as aventuras nos sonhos do imaginário infantil assim conquistar as nações. Ao conquista-las, o menino tinha em mente um só desejo:A paz entre os homens.
Pena. O menino cresceu. Nos crépuscolos já não se ouvi mais o canto das cigarras e nas noites estreladas do sertão não voam mais os bagalum. Parafraseando Fernando Sabino e para não perder a rima: "Jocelino, o homem que nasceu velho e morreu menino."

Jocelino Soares Artista plástico;membro da academia Rio-Pretense de letras e cultura                           
( Texto escrito em 17 de Outubro, 2010, no Jornal Diário da Região folha 2A)
Beijo da tia Sara